Escoamento da safra corre o risco de parar no Porto do Rio Grande

14-08-2017

A Câmara de Comércio da Cidade do Rio Grande manifesta sua preocupação com os problemas de ordem estrutural da navegação no Porto do Rio Grande. Nos últimos dias o complexo vem sofrendo com uma paralisação de caminhões, impraticabilidade da barra e também com o alto índice de assoreamento do canal de acesso. Os problemas estão resultando no atraso do escoamento da safra gaúcha.

“Chegamos a meados do mês de agosto e tivemos desde o inicio problemas no Porto do Rio Grande. Começamos com a greve dos caminhoneiros que atrasou a recepção de novas mercadorias. Solucionado isso, começamos a enfrentar os desafios do assoreamento para que o navio possa deixar o Porto”, afirma o presidente da Câmara de Comércio, Antônio Carlos Bacchieri Duarte. Segundo ele, existem terminais que estão com navios graneleiros, há dias, parados sem conseguir deixar o porto por falta de segurança na navegação. “Os graneleiros que usam o calado máximo do porto necessitam de segurança para navegar e a praticagem não está encontrando maré favorável a essa navegação”, afirma o presidente.

Outro problema enfrentado pelas embarcações é a corrente transv ersal que fica fora dos Molhes da Barra do Rio Grande. “Quando os franceses construíram os molhes, os fizeram de tamanhos diferentes para minimizar essa corrente. Agora, após a obra de ampliação temos os dois praticamente iguais, o que prejudica a movimentação de navios”, explica Bacchieri. O resultado para o complexo portuário é atraso na movimentação, principalmente da soja gaúcha. “Estamos com armazéns abarrotados e navios que não conseguem deixar o porto. Isso já causa problema na origem, visto que os produtores ficam sem espaço para armazenar o produto”, garante ele.

Nos próximos dias, Bacchieri irá propor no Conselho de Autoridade Portuária que seja realizado um estudo para buscar minimizar os efeitos da correnteza. “Também precisamos cobrar o inic io da obra de dragagem que já tem contrato assinado e segundo informações, depende apenas do licenciamento ambiental. Se ninguém fizer nada, ano que vem, podemos não escoar a safra por Rio Grande,o que será um prejuízo sem tamanho visto que ocasionará demissões e diminuição de tributos ao município e Estado”, conclui.

Assessoria de Imprensa
Câmara de Comércio Cidade do Rio Grande