Aliança Rio Grande e Federasul unem forças pelo início das obras do lote 4

07/07/2016

Aproveitando a vinda da presidente da Federação das Associações Comerciais do RS (Federasul), Simone Leite, à cidade, na terça-feira (5), integrantes do Movimento Aliança Rio Grande propuseram a união de forças em favor do início imediato das obras de duplicação do Lote 4, da BR-392. Dessa forma, Simone, em nome da Federasul, assinou junto com o empresário Torquato Pontes Netto, representando a Aliança Rio Grande, um manifesto público pela duplicação. O movimento Aliança Rio Grande integra nove entidades de classe da cidade: Câmara de Comércio, Câmara de Dirigentes Logistas (CDL), Centro de Navegação, Amperg, Femar, Sinduscon, Sindicato da Pesca, Centro de Indústrias e Sindicato Rural. De acordo com o vice-presidente da Câmara de Comércio, Antônio Carlos de Carvalho Bacchieri Duarte, a duplicação do chamado lote 4 (parte da BR-392 que passa pela zona portuária e industrial do Rio Grande), é uma reivindicação antiga de toda a comunidade e que, com o apoio da Federaul, ganha força do Estado. Ele afirma que se trata de um manifesto público, no qual as entidades demonstram total descontentamento com relação ao descaso das autoridades com a duplicação do trecho, prevista no projeto de duplicação da BR-392, entre Rio Grande e Pelotas, mas que não foi licitada e, ainda, não tem previsão de início. Duarte justifica ainda, que a estrada é a única que dá acesso ao Porto. Ele ressalta que o Porto não é do Rio Grande, mas do Estado, e que, no local, é escoada grande parte da produção gaúcha. A dificuldade de transitar no trecho, segundo Duarte, é imensa e vários acidentes ocorrem constantemente no local. O empresário alega que a intenção é divulgar amplamente o manifesto, para que tenha repercussão pública e, após definição de quem assumirá o governo Federal, levar a cobrança aos ministérios da Casa Civil e dos Transportes. Ele afirma que as forças empresariais, sindicais, políticas da região devem se unir e cobrar, juntamente com senadores e deputados gaúchos, que as obras entrem no orçamento da União. Ainda, o vice-presidente afirma que a Câmara de Comércio cansou de fazer contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), com forças políticas e outras autoridades, que se comprometem com as obras. Entretanto, diz que tudo não passa de promessa.

Duarte lembrou que, há cerca de quatro anos, quando a presidente Dilma Rousseff esteve na cidade, a entidade chegou a produzir um vídeo mostrando o caos que ocorre diariamente no trecho. O material foi entregue para presidente e outras autoridades, houve a promessa, por parte do Dnit, de que as obras começariam imediatamente, mas, de acordo com o empresário, na realidade, nem o projeto da obra está 100% definido ainda. “Nós estamos muito revoltados com todo esse descaso, vamos fazer um movimento estadual para cobrar a duplicação”, finalizou. Confira o manifesto na íntegra: MANIFESTO EM FAVOR DA IMEDIATA CONSTRUÇÃO DO LOTE 4 DA BR-392No momento em que a Cidade do Rio Grande vive um verdadeiro caos na mobilidade de nossa zona portuária e industrial, com acidentes diários, ceifando vidas, o movimento Aliança Rio Grande reivindica, junto ao governo Federal e Dnit, o imediato início das obras que completam a duplicação da BR-392, no sentido Pelotas a Rio Grande. Pautamos por diversas vezes reuniões com as autoridades envolvidas neste empreendimento, porém, até o presente momento, nada foi definido e não existe perspectiva para o início das obras. Esta é uma luta de todas as entidades que compõe o Aliança Rio Grande, uma luta que permanece desde o início das obras de duplicação desta estrada. Lotes 2 e 3 já estão completados e funcionando há bastante tempo, lote 1, que é o contorno da cidade de Pelotas, está com suas obras quase finalizadas. Não pode uma rodovia da importância da BR-392 ficar incompleta no seu trecho mais importante, que é a chegada ao Porto do Rio Grande. Estamos falando de menos de 10 km de estrada, mas com um imenso significado no trânsito de nossa região, na logística do Porto do Rio Grande e, consequentemente, no escoamento de grande parte da produção do Estado.

O Porto do Rio Grande não pertence à nossa cidade, faz parte do cotidiano de toda população do RS, já que é o único porto marítimo que atende nossa demanda de exportações e importações e move, indiscutivelmente, com toda economia do Estado. O movimento Aliança Rio Grande, juntamento com a Federasul, entidades e lideranças políticas, manifesta sua preocupação e indignação com o descaso, com que este assunto está sendo tratado pelas autoridades competentes e reivindica, mais uma vez, uma solução para o problema.  Por Tatiane Fernandes
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